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16 setembro, 2016

LOUDER: Take One (EP, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Vindos de Veranópolis (RS), o Louder, é daquelas hordas que cultivam sua semente para ganhar a atenção do ouvinte logo na primeira audição.

O quinteto vem à tona para apresentar seu EP "Take One", um registro que une simplicidade, personalidade e muito trabalho técnico concentrados em cinco composições autorais enérgicas e de grande qualidade.

O EP, que conta com uma produção límpida, é muito bem estruturado e organizado, as faixas apresentam-se de forma orgânica e acabam soando de forma elegante e saudosa.

Uma sonoridade flertando com aquela linhagem Classic Hard Rock, guitarras dosando bem o teor de peso com distorções que não cobrem os arranjos e riffs abafados, refrões que grudam facilmente e o dueto de baixo e bateria que é um verdadeiro impulso de energia para te fazer saltar da cadeira!

Os vocais atuam de forma excelente, que em alguns momentos lembram as músicas mais agitadas do Scorpions e Boston, sempre bem afinados, e claro, afiados! Chamam muita atenção.

Já o design da capa e encarte assinado por Maurício Barbieri (guitarrista) também conta com doses de simplicidade e trabalha em tons escuros, precisando apenas de pequenos ajustes, o que pode ser resolvido no próximo trabalho.

Mostrando profissionalismo, personalidade e uma ótima base rítmica trabalhando individual e coletivamente, o Louder é uma excelente cria à representar esse tipo de música que, tenho a absoluta certeza, que influenciou muitos a conhecerem o rock e o metal mais à fundo.

"Last Memory" e "No More" são os grandes trunfos do disco. Parabéns pela estreia com o pé direto!

Louder - Take One (EP, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:

1 – Last Memory
2 – Temple of Desire
3 – Copper’s Synapse
4 – No More
5 – Blind Faith (Part I)

Ouça o EP no Spotify:
spotify:artist:7vdTdBhRkQdfC4cXMf1KBv


Integrantes:
Kid Sangali - Vocal
Gio Attolini - Guitarra e Vocal
Mauricio Barbieri - Guitarra
Ricardo Ledur Gottardo - Baixo
Felipe Saretta - Bateria

Sites Relacionados:
www.facebook.com/LouderRockBand

14 setembro, 2016

WOSLOM: A Near Life Experience (CD, 2016) | Review

Resenhado por Ygor Nogueira.

Se assunto for Thrash Metal, o Brasil não deixa à desejar! Isso porque, não é de agora que nosso país tem sido um celeiro felpudo para grandes nomes do gênero, e isso vem lá dos primórdios da música extrema por aqui.

O veterano de guerra Woslom, um dos nomes mais respeitados e cultuados do gênero, completando seus vinte anos de carreira, é um exemplo nato de que quando o mosh pit começa a girar a primeira coisa que você tem que pensar em proteger é o pescoço!

O quarteto liderado por Silvano Aguilera ressalta claramente que aqui não se tem espaço para brincadeira nem muito menos "tendencionices" da atualidade, pois a rifferama cuspida pela dupla de guitarristas Silvano e Rafael Iak é a medula espinhal do mais castiço Thrash!

O mais novo filho do Woslom, o intitulado "A Near Life Experience" ganha vida como uma furiosa rajada de trovões que abrem céus e infernos para trazer o caos sem dó nem piedade à terra.

Lançado mundialmente pela italiana Punishment 18, e no Brasil pela Shinigami Records, "A Near Life Experience" era alvo de grandes expectativas antes mesmo de virar realidade, pois seu antecessor havia arrematado incontáveis boas criticas e a banda tinha a árdua tarefa de superá-lo. Dito e feito!

As gravações feitas no Acoustica Studios, em São Caetano-SP, contando com a produção da própria banda em conjunto com Danilo Pozzani e teve sua masterização feita por Neto Grous na Absolute Master, e esse grande time de engenharia sonora não deixou barato e trabalhou pesado para encorpar o petardo.

Dono de oito faixas e um cover matador do lendário Bywar, o disco apresenta o quarteto thrasher em sua melhor forma. Rápido, ríspido, ácido e extremamente pesado "A Near Life Experience" bombeia sangue sem parar pelas veias empoeiradas do Old School, com os oito pés fincados na Bay Area e isso é uma característica pessoal do quarteto que acaba deixando tudo ainda mais animal! A energia flui de riffs carrancudos, que grudam no crânio, solos robustos e bem caprichados e uma base rítmica consistente, vibrante e bem colocada dá uma latência feroz à tudo por aqui.

Um outro ponto de destaque são os vocais. Simplesmente impecáveis! Silvano conduz com muita personalidade e tem muita consciência de como e quando fazer, dosando minuciosamente bem cada fraseado. Atualmente, principalmente na terrinha, não me lembro de alguém atuando, também e tão bem, nessa linha marcante em demasia.

Mario Lopez, o artista guatemalteco foi o percursor da capa do disco e chamou atenção por desenvolver um trabalho mais focado em desenhos que digital art. Arte que também traz em detalhes mínimos sobre a banda.

Nós realmente não temos do que nos queixar, pois temos a sorte e a honra de gigantes como o Woslom serem filhos da tão adorada, idolatrada pátria amada, gigantes que acabaram de fincar sua bandeira no pico mais alto da colina do Thrash Extreme Attack, e seu terceiro fruto, "A Near Life Experience", é um dos maiores discos do gênero já lançados desde os anos oitenta! É de cair o queixo!

Ainda preciso recomendar?

Woslom - A Near Life Experience (CD, 2016)
Shinigami Records - Nacional

Músicas:

1. Underworld Of Aggression
2. A Near Life Experience
3. Brokenbones
4. Lapses Of Sin
5. Redemption
6. Unleash Your Violence
7. Lords Of War
8. Total Speed Thrash
9. Thrasher’s Return

Ouça no Spotify:
https://open.spotify.com/album/7wHlX9A54utHXH7zru0bh3


Integrantes:
Silvano Aguilera - Guitarras, Vocais
Rafael Iak - Guitarras
André G. Mellado - Baixo
Fernando Oster - Bateria


Sites Relacionados:
www.woslom.net
www.metalmedia.com.br/woslom

11 setembro, 2016

Resenhas: Rebotte: Insurgência (EP, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Há de aceitar que, de fato, dia após dia tem crescido o número de bandas que preferem a sonoridade mais moderna, e apesar da maioria amar fervorosamente o bom e tradicional heavy metal, algumas dessas hordas modernas possuem um ponto diferencial que nos prende à conhecer um pouco mais.

E como não dá o braço à torcer quando a sonoridade te surpreende se destacando das demais? O Rebotte faz isso com o amigo ouvinte, pois o quinteto tem qualidade técnica acima da média e a usa de forma sábia para destilar uma sonoridade raivosa, e assim conquistar sua própria legião de fãs.

"Insurgência", gravado no Flight Studio com a produção de Rogério Oliveira, é o primeiro registro de estúdio do quinteto paulista após quatro anos de seu surgimento, em 2012. O EP composto de quatro faixas e uma intro é lapidado nas vertentes do Death Metal e mesclado com as tendências mais joviais, como Metalcore, e o resultado disso soa simplesmente muito pesado!

O duo das cordas grave pulsando firme e a bateria pegada e bem definida de Ellen War, irrigam  perfeitamente o terreno de uma rítmica forte e coesa, enquanto as guitarras cospem riffs ganchudos e densos, levando grande peso à todas as faixas, além de solos bem dosados em tamanho e consistência.

Os opulentos vocais de Lívia Almeida são esmagadores e dão latência as letras, todas em língua pátria, mostrando que com estudo e dosagem certa, é possível deixar o metal cantado em português poderoso e marcante. Nas faixas "Cicatrizes" e "Amanhecer" é possível notar com nitidez técnica, peso e agressividade transbordarem das composições.

Hugo Silva (Abacrombie Ink) embalou sua arte caótica em um digipack saudoso e de ótimo nível gráfico, o artista captou a mensagem das letras e trouxe para o papel com muito estilo e fúria.

O grupo que arrebenta também em suas performances em shows, mostra em "Insurgência", que o nome Rebotte veio para somar pontos em prol do metal e que qualidade e profissionalismo existe de sobra para isso! Sejam bem vindos.

Rebotte - Insurgência (EP, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:

1. Insurgência
2. Cicatrizes
3. Discórdia
4. Amanhecer
5. Existência

 
Integrantes:
Lívia Almeida - Vocais
Bruno Abud - Guitarras
Vitor Acacio - Guitarras
Robin Gaia - Baixo
Santiago Soares - Sintetizadores
Ellen War - Bateria


Sites Relacionados:
www.facebook.com/Rebotte
www.metalmedia.com.br/rebotte

09 setembro, 2016

Resenhas: DIE: II (EP, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

O DIE é aquele tipo de banda que chega pra causar desordem na calmaria, pesado e agressivo, o quarteto paulista da cidade de Botucatu mantém suas línguas afiadas contra a sociedade, a política e a religião, e cospem nelas uma sonoridade raivosa.

Mantendo seu legado, os mascarados mal-encarados retornam para apresentar seu mais recente registro: "II". Sim, eis aqui a proliferação dos bombardeios sonoros desse grupo que executa uma mescla de Crossover com doses de Metal em composições recheadas de peso.

A produção feita por Fabiano Gil, Umberto Buldrini e DIE deu aquela repaginada na música do quarteto que aparece bem mais evoluído tecnicamente em comparação ao seu primeiro EP. O refinamento dado trouxe alguns resquícios de Groove para a linha rítmica que está ainda mais violenta, mesmo usando a simplicidade na hora de compor.

"II", destila em pouco mais de treze minutos de duração, quatro faixas densas, de riffs ríspidos, bumbos calibrados e um trabalho vocal mais pomposo, de timbres urrados, ásperos e agressivos.

De curta duração, o EP inteiro é recomendado, mas "Truth Like Yourself" prende os tímpanos com seu andamento pesado, de riffs cerrados e bateria pegada, e "Religion" ressalta bem a estética em que os vocais vem sendo trabalhados; mais raivosos e coesos.

Thiago D'Angelo encarregou-se de assinar a capa em uma arte simples usando preto, branco e cinza, como se deixasse transparecer o outro lado da banda.

Agora com um trabalho musical mais técnico e esmerado, o DIE assume de vez sua personalidade sem deixar de lado sua essência e estar forte e apto para continuar estalando pescoços em moshpits e para um primeiro full-length!

DIE - II (EP, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:

1. Truth Like Yourself
2. Religion
3. Space to Destroy
4. Lost


Integrantes:
Charles Guerreiro - Vocal
Hell Hound - Guitarra
Roger Voorhees - Baixo
Mortiz Carrasco - Bateria


Sites Relacionados:
www.facebook.com/diecrossover
www.metalmedia.com.br/die

Resenhas: Dolores Dolores: ID Superpower (CD, 2014)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Proporcionando uma audição suave, agradável, cheia de feeling e de fácil consumo, a nascida na cidade de Belo Horizonte, DOLORES DOLORES destila de suas entranhas uma sonoridade limpa, orgânica e muito natural em seu segundo disco de estúdio.

O antecessor de "Songs of Experience" (2012), "ID Superpower" (2014) carrega em treze faixas 55 minutos inteiros dessa mescla que une Classic Rock, Hard Rock e Pop para resultar uma pegada latente de Rock Progressivo.

Com uma ótima produção da própria banda, contando com o auxílio de Rodrigo Grilo na engenharia de som, o trabalho impressiona pela cristalização pomposa caindo como uma luva diante da dosagem certa de peso em cada faixa. Composições maduras, recheadas de melodia, harmonia e groove, um instrumental executado com perfeição e criatividade.

Riffs singelos, porém grudentos e que abrem o espaço certo para o encaixe dos arranjos mais saudosos, seguidos de solos bem trabalhados e limpos o tempo inteiro. Sim, as quatro cordas são bem destacadas de grave e a bateria usa mais de técnica para deixar tudo mais veemente.

"ID Superpower" é um disco facilmente recomendado aos amantes da música em geral, desde os mais leigos até os extremistas, e a faixa "Mama Technology" é um prato cheio para convidá-los a conhecerem e deleitarem-se nesse puta disco!

Dolores Dolores - ID Superpower (CD, 2014)
Independente - Nacional

Músicas:

01 – Infant Sorrow (Prelude)
02 – Confused
03 – Behind The Hills
04 – Crystal Ball
05 – Perfect Man
06 – Nothing To Lose
07 – Wainting For A Train
08 – Mama Technology
09 – I Was Wrong
10 – In Spite of Me
11 – Time To Confess
12 – Dramatic Lover
13 – Infant Sorrow


Integrantes:

Wille Muriel - Vocal
Humberto Maldonado - Guitarra
Rodrigo Cordeiro - Baixo
Alessandro Bagni - Bateria


Sites Relacionados:
www.doloresdolores.com
www.roadie-metal.com/press/dolores-dolores

02 setembro, 2016

Resenhas: No Trauma: Viva Forte Até O Seu Leito de Morte (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Uma banda a mais à investir nas tendências mais modernas do metal, mas acima disso, se destacando por ter em sua composição um ingrediente só seu para soar diferente das demais!

Formada em 2012, na cidade do Rio de Janeiro, o quarteto carioca No Trauma une em sua música porções de Metal, Hardcore, Djent e Groove para cuspir garganta à fora um Metalcore violento, cheio de pegada, agressividade, peso e consciência musical e lírica.

Em seu debut "Viva Forte Até O Seu Leito de Morte", a banda assume o compromisso de repassar ao ouvinte um material sólido, com letras em língua pátria, consistente do início ao fim e que ressalte bem sua personalidade. Isso porque o trabalho de estreia é daqueles transcendem as expectativas, com sua produção feita pela própria banda no estúdio Aeon Aúdio, em Jacarepaguá-RJ sabendo dosar bem os elementos para resultar uma audição cristalina mas que mantém a brutalidade intacta em todas as doze faixas!

Composições ricas na complexidade de ótimas variações rítmicas e de andamentos muito bem estruturados, encaixados minuciosamente, cada riff ganchudo cravando no crânio como verdadeiras pauladas no cérebro. Os graves das quatro cordas parecem um combustível energético para a linha de bateria que é outro ponto fortíssimo aqui, robustamente animal e bem cuidado, em cada detalhe, fazendo um trabalho em potencial máxima.

O contraste dos vocais de natureza monstruosa! O trabalho feito data uma técnica virtuosa, fazendo bom uso e ótimos encaixes entre as passagens mais extremas e agressivas e aquelas mais melodiosas e suaves, abrindo espaço também à incrementação de nuances do Rap, falando a direta e clara linguagem do gueto.

Tuninho Silva, guitarrista, também ficou encarregado pela parte gráfica do disco e em tons de vermelho e laranja fez um ótimo trabalho de capa e encarte, chamativo também aos olhos.

Brutal e autêntico, "Viva Forte Até O Seu Leito de Morte" possui além de uma qualidade absurda, uma identidade diferenciada das demais bandas do gênero e o No Trauma atrai facilmente até os mais conservadores para conhecer e se surpreenderem com tamanha capacidade técnica e sonora. Disco pra tirar a poeira dos tímpanos!

No Trauma - Viva Forte Até O Seu Leito de Morte (CD, 2016)
MS Metal Records - Nacional

Músicas:

01. Fuga
02. Quimera
03. M.M.A.
04. Massa de Manobra
05. O Chamado
06. Forca
07. Sedativo
08. Demoniocracia
09. Igualdade
10. Algemas do Medo
11. Viva Forte
12. Sawabona Shikoba

Integrantes:
Hosmany Bandeira: Vocal
Tuninho Silva: Guitarra
João de Paula: Baixo
Marvin Freitas: Bateria


Sites Relacionados:
www.facebook.com/NoTraumaOFICIAL/?fref=ts
www.roadie-metal.com/press/no-trauma

01 setembro, 2016

Resenhas: Moby Jam: Sem Juízo (CD, 2014)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Há quem ache nem todo subgênero derivado do "metal" sirva para fazer esse tipo de música. Engana-se quem se restringe à esse tipo de raciocínio, pois quando a receita cai nas mãos das pessoas certas, as mesmas fazem com que isso soe bem diferenciado e de bom grado.

É isso que o trio fluminense, Moby Jam, consegue fazer. Apostando em letras cantadas em português, a banda destila, como eles mesmos dizem, um "Rockfreestyle", orgânico e recheado de influências nativas da década de 80 e atuais no seu primeiro disco "Sem Juízo".

O disco gravado no Estúdio Pombo, sob a produção de Elson Braga, em 2014, define a identidade do Moby Jam em oito faixas pesadas mas que também flertam com a música pop e o rock n roll raiz, no pegada balada clássica.

A audição é agradável de cabo à rabo e cativa com facilidade, resultado de uma energia emitida das guitarras balanceadas, carregadas de riffs simples mas vibrantes o suficiente para manter a festa e a diversão garantida.

Faixas como "Sol", "Chuva Ácida" e "Homem de Gelo" são os destaques "desse tipo de música", que para muitos, está morto. Elas provam o contrário, conheça!

Moby Jam - Sem Juízo (CD, 2014)
Independente - Nacional

Músicas:

01 – Purpurina
02 – Sol
03 – Chuva Ácida
04 – Descalabro
05 – Homem de Gelo
06 – Brilhar A Minha Estrela (Da Mais Um)
07 – O Voo
08 – Sem Juízo


Integrantes:
Marcelo Vargas: Vocal e Guitarra
Elson Braga: Baixo
Augusto Borges: Bateria


Sites Relacionados:
www.facebook.com/funpagemobyjam
www.roadie-metal.com/press/moby-jam

31 agosto, 2016

Resenhas: Melanie Klain: Analise do Caos (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Nos primeiros instantes de audição é perceptível que, o quinteto nascido em Mococa-SP, sabe bem o porque de usar a música como uma fortíssima ferramenta. O Melanie Klain, cujo nome faz referência a uma renomada psicanalista austríaca, tem como ideia principal usar o poder das palavras para, assim causar, um maior impacto.

Muita acidez e batendo de frente com a raiz do problema, o quinteto que deixa bem claro suas influências por bandas mais atuais como System Of A Down e usa um bocado dos requintes do metal moderno, liquidifica toda essa mescla para assim buscar moldar sua própria identidade.

Doze composições apolíticas, criticais e que põem o dedo na ferida da hipocrisia - humana e social ao país -, assim como mexe também como o mercado da fé e a cultura da era atual e sua ciberalienação compõem claramente o título de "Análise do Caos".

Numa produção de boa qualidade a sonoridade do grupo abusa da variação rítmica, distinguindo muito uma faixa da outra, dando uma estrutura personal a cada uma delas. Similarmente eles fazem com o trabalho vocal, que dita bem sua dosagem de sarcasmo nas composições, usando guturais, agudos ou melodiosos nos esporros cheios de frases de baixo calão.

"Desrespeitável Público" faz as honras da casa apresentando o grande circo que chamamos de 'Brasil, um país de todos'. Uma introdução bem criativa para dá sequencia à "Abençoados Por Deus", que mostra um pouco da autodenominação do patriota; aqui é fortemente sentido as influências da banda.

Os sinos a badalarem a chegada de "Fé Cega", que usa riffs secos enquanto os vocais trabalham na mesclagem de citação e alguns urros de fundo sendo implementados. Destaque também para o trabalho de guitarras no solo. "Lavagem Cerebral" retrata a manipulação e abuso da mídia diante dos fatos cotidianos, enquanto "Rede Social" resume as "personalidades" adotadas por milhões por trás das telas.

Sem falsos elogios, o Melanie Klain tem de fato, qualidade musical e lírica para seguir com o pé no acelerador na estrada do mercado metálico e soube mesmo fazer por onde o álbum "Análise do Caos" mostrasse bem quem são e para que vieram. Ouça!

Melanie Klain - Análise do Caos (CD, 2016)
Independente- Nacional

Músicas:

01 – Desrespeitável Público
02 – Abençoados Por Deus
03 – Diálogo
04 – Fé Cega
05 – Guerra
06 – Marcas do Abandono
07 – Lavagem Cerebral
08 – Cartas de Um Suicida
09 – Cólera Nação
10 – Rede Social
11 – Análise do Caos
12 – Reflexão


Integrantes:
Duzinho: Vocal
Leandro Viola: Guitarra
Chapolim: Guitarra
Vick: Baixo
Pedro Bertti: Bateria


Sites Relacionados:
www.melanieklain.com.br
www.roadie-metal.com/press/melanie-klain

26 agosto, 2016

Resenhas: Death Chaos: Prologue in Death & Chaos (EP, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Do contrário ao que a maioria pensa ou crer, a música extrema é levada muito a sério em nosso país, fazendo parte de nossas rotinas diariamente. E nesse segmento existem hordas que não se contentam em se prender naquele "meia-boca". Muito pelo contrário, se for pra fazer tem que fazer bem feito.

Os curitibanos do Death Chaos surgiram há dois anos atrás com esse ideal em mente, e mostram que, apesar da idade prematura eles exaltam qualidade e competência suficiente para dá origem a uma sonoridade extremamente bruta e de técnica acima da média.

Com isso, o quarteto não poupou tempo e deu vida ao seu primeiro trabalho de estúdio, o intitulado "Prologue in Death & Chaos" (2016).

Uma sonoridade emaranhada nas raízes do Death Metal tradicional, com uma excelente estrutura rítmica e que dá atenção aos menores detalhes, pois a banda consegue explorar cada mínimo arranjo ou melodia resultando um excelente trabalho de guitarras, sempre sentando a mão firmemente, tanto no destilar de riffs ríspidos que abusam do peso ou no ótimo desenvolvimento dos solos, gerando grandes picos de feeling.

O EP carrega cinco composições onde a média dos seis minutos prevalece, e engana-se quem acha que a audição chega a ser enjoa ou repetitiva, pois não é. Nada mesmo! A banda sabe criar e rechear muito bem sua música e usa da sua capacidade, individual e coletiva, para cuspir um death metal técnico, obscuro, abrasivo, de muito peso e bumbos violentos.

"You Die I Smile" abre o pacote com sua introdução mórbida, que logo é atropelada pela agressividade dos riffs cerrados e bumbos acelerados da bateria, ganhando um forte feeling ao entrar do solo.

"Death Division" abrange uma pegada mais violenta, soando com mais intensidade e peso dos vocais. Lenhada abrasiva!

"House of Madness" é uma faixa mais diversificada, explorando mais a rítmica e cadência do grupo, com vários picos e um trabalho mais cuidadoso dos vocais.

"Erased Sky" emana uma aura mais melódica e depressiva, uma composição mais arrastada mas que leva os requintes certos para cativar o ouvinte. Melhor solo do disco!

"You Are Not You" fechando o disco como um tiro na nuca! Sua pegada mais abrasiva, com vocais mais urrados e a cozinha violenta de baixo e bateria, se responsabiliza pelos torcicolos no final do expediente.

Em resumo, "Um Prólogo de Morte e Caos", em tradução pátria, resultou para o Death Chaos uma estreia saudosa, chamando à atenção dos velhos e novos apreciadores do gênero. As portas da prosperidade foram abertas, agora é pôr pra frente!

Death Chaos - Prologue in Death & Chaos" (EP, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:

1. You Die I Smile
2. Death Division
3. House of Madness
4. Erased Sky
5. You Are Not You


Integrantes:
Denir Deathdealer – Vocal e Baixo
Julio Bona – Guitarra
David Oliver – Guitarra
Ueda – Bateria

Sites Relacionados:
www.facebook.com/deathchaosmetal
www.roadie-metal.com/press/death-chaos

24 agosto, 2016

Resenhas: Ancesttral: Web of Lies (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

11 anos! Há exatos 11 anos o Ancesttral vem seguindo à risca a cartilha e apostando firme na produção de uma sonoridade simples, mas que sai pesada o suficiente, sem largar mão de soar tradicional. Aquela música que conquista logo na primeira audição, com uma pegada viril, que entranha nos tímpanos e te faz vibrar.

Com o intervalo de nove anos desde "The Famous Unknown" (2007) e alguns outros lançamentos em formatos menores, o Power Four paulista se lapidou a cada curva do percurso até chegar ao seu segundo bolachão, "Web of Lies" (2016).

Lançado pela Shinigami Records, o segundo registro da banda ganha uma roupagem mais moderna e chega ao ouvinte como um chute no estômago, sendo um dos melhores lançamentos nacionais desse ano!

Além de uma auto afirmação, provando que o Ancesttral continua com muita lenha pra queimar e mantêm sua essência intacta, a produção de Paulo Anhaia -  ganhador de quatro prêmios Grammy Latino, e que tem experiência de quase 30 anos - em "Web of Lies" não só ressaltou a evolução do grupo ao passar dos anos como fez jorrar sangue à ser bombeado nas veias da agressividade.

Um trabalho de grande amadurecimento musical e carregado de temáticas fortes, onde a evolução gradativa é peça crucial para esse resultado esplendoroso. As guitarras acertando a mão e trabalhando bem na distribuição de riffs pesados, cheios de groove e precisão; a precisão que os pequenos detalhes destilados nos arranjos e nos solos é de um zelo exemplar. O dueto de bateria e baixo esquentam os motores do Maverick com uma verdadeira lenhada de beats rechonchudos para serem conduzidos pelos vocais calibrados e bem dosados de Alexandre Grunheidt.

Sem conversa fiada, a verdade é que "Web of Lies" é o ponto de maturidade que o Ancesttral estava a procurar em sua jornada, e que agora que alcançado, deu um brilho extra à sua personalidade e musicalidade.

"Web of Lies" é daqueles discos onde não encontramos uma faixa descartável, pois todas elas te deixam confortável e familiarizado, como se fizesse parte de você. Mas se o problema é sentir os ossos estalarem um pouco, opte por "What Will You Do?", "Threat to Society", "You Should be Dead", "Nice Day to Die" e "Fire", pois quem muito procura. . Acha!

Ancesttral - Web of Lies (CD, 2016)
Shinigami Records - Nacional

Músicas:

 1. What Will You Do?
2. Massacre
3. Threat to Society
4. You Should be Dead
5. Fight
6. Nice Day to Die
7. Pathetic Little Liars
8. Subhuman
9. Web of Lies
10. Fire
11. What Will You Do? (Alternate solo version)


Integrantes:
Alexandre Grunheidt - Vocais, Guitarras
Leonardo Brito - Guitarras
Renato Canonico - Baixo
Denis Grunheidt - Bateria


Sites Relacionados:

www.ancesttral.com
www.metalmedia.com.br/ancesttral

28 julho, 2016

Resenhas: Khrophus: Eyes Of Madness (CD, 2013)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Natural de São José, se não o maior, um dos mais importantes nomes do metal em Santa Catarina, Khrophus, nos brindas com seu terceiro full length provando mais uma vez seu mérito em ser um representante tão forte do gênero no país!

Uma bagagem que conta com duas gloriosas turnês europeias passando por festivais renomados e a missão de superar seu registro anterior "Presages" (CD, 2009) , "Eyes Of Madness" (2013) chega ao metalheads mantendo sua fidelidade ao tradicional Death Metal, bruto e demasiadamente pesado.

Produzido pela própria banda e contando com o auxílio de Alexei Leão, na produção, mixagem e masterização feitas no AML Studio (Florianópolis), "Eyes Of Madness" resulta em dez composições matadoras. Todas bem equilibradas, com passagens bem construídas em rítmicas variáveis e elevadas, também com espaço de sobra para o acréscimo de pequenos detalhes e deixando o resultado ainda mais interessante!

Guitarras sendo verdadeiras máquinas a destilar um trabalho magnifico de riffs densos e velozes, onde as palhetadas não cessam; além de solos primorosos, com pegadas firmes, sem falar em uma linha de baixo vibrando à todo momento enquanto a bateria é explorada pedaço por pedaço, "blast-beats" à todo vapor, quebradas bruscas e viradas violentas.

Os poucos mais de trinta minutos de "Eyes Of Madness" tem cada milésimo de segundo bem aproveitado, pois a quebradeira começa com "Smoke Screen" metendo o pé na porta para dá espaço a "Dead Face" e suas inúmeras quebradas de tempo. Nem pense em arrumar fôlego, pois "By the Sun" e "Forbidden Melodies" dão as caras com toda sua insanidade; "Master of Shadows" é um massacre de primeira linha em todos os sentidos, e a poderosa "Chimeras" fechando o disco da forma mais impetuosa possível!

"Eyes Of Madness", certamente é um dos discos mais brutais e violentos do Death Metal mundial, e além de superar seu registro anterior surpreendeu até os hellbangers que acompanham a banda nesses vinte anos de carreira. Menos palavras, mais audição! Confira!

Khrophus - Eyes Of Madness (CD, 2013)
Independente – Nacional

Músicas:
01. Smoke Screen
02. Dead Face
03. By The Sun
04. Interposition
05. Forbidden Melodies
06. The Book Of The Dead
07. Lost Initiations
08. Master Of The Shadows
09. Harvest (Eyes Of Madness)
10. Chimeras



Integrantes:
Alex Pazetto: Vocais e Baixo
Adriano Ribeiro: Guitarra
Carlos Fernandes: Bateria


Sites Relacionados:

www.khrophus.com/site
www.sanguefrioproducoes.com/artistas/Khrophus/30

Resenhas: Bestial: Hellfuckdominium XXI (EP, 2015)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Pregando a desgraça desde a década de noventa, fundado na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o atual quarteto BESTIAL é um veterano de guerra no cenário metálico underground e mesmo passado tantos anos eles se mostram cheios de juventude e energia visceral para continuar espalhando caos no mundo!

Somando em sua carreira um split, uma demo e dois álbuns de estúdio, os gaúchos que já dividiram os palcos com grandes ícones do metal como Marduk, Cannibal Corpse, Destruction e Malevolent Creation chegam à mais um profano registro lançado no final de 2015, o EP "Hellfuckdominium XXI".

Vinte anos de carreira não poderiam nos fazer esperar por menos! O EP lançado pela Mutilation Records foi gravado no Studio 1000 (POA), sob a produção de Fábio Lentino que caprichou e captou a violência emanada pelo quarteto fazendo as quatro composições soarem ainda mais cruéis.

As conjurações banhadas nas águas Black/Death, agora ainda mais lapidadas de peso, blasfêmia, profanação e fúria descendem de muita técnica. Velozes e impetuosas, uma rifferama ataca os tímpanos mais acostumados e dilaceram os mais sensíveis, pois simplesmente grudam no crânio e te fazem ensurdecer pela brutalidade contida em "Atomic Blazing Ejaculation", agressiva por natureza; e "Lascivious Possessor" carregada de riffs cortantes e "blast beats" animais da bateria de Jeferson Pereira.

O necro registro "Hellfuckdominium XXI" é um ótimo aperitivo para a espera de mais um full-length de umas das bandas que contribuíram com muita honra para a história do metal negro no nosso país! Vida longa ao Bestial!

Bestial - Hellfuckdominium XXI (EP, 2015)
Mutilation Records - Nacional

Músicas:
01 Bestial Introduction
02 Atomic Blazing Ejaculation
03 Lascivious Possessor
04 Rising Vengeance Flas
05 Warm and Swollen Raw Leather

Integrantes:
Chuckill: Vocais e Baixo
Valex: Guitarra
Ed Storm: Guitarra
Jefferson Pereira: Bateria



Sites Relacionados:

www.facebook.com/BESTIALOFFICIAL
www.sanguefrioproducoes.com/artistas/Bestial/31

27 julho, 2016

Resenhas: Sagrav: The Lynching (EP, 2015)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Acreditando no poder da simplicidade ao som, o SAGRAV, com dois anos de existência surgiu com a proposta de tocar metal acima de tudo, mas o que percebemos de cara é que o resultado foi uma sonoridade thrasher de muita garra e feeling.

O trio consegue resgatar em seu EP lançado em 2015, “The Lynching”, a pura essência oitentista que até hoje inspira e instiga bangers apaixonados por essa era carregada de metal e glória.

O disco, gravado no Holy Diver Studios, dispõe de uma qualidade de produção dentro da média feita por Fernando Nicknich, que como todo diamante, sempre dá para lapidar melhor, além de dispor de um conceito bem regional em suas letras.

Uma mórbida introdução e mais faixas recheadas de peso, mesclagem de gêneros e uma temática sanguinária sobre a polêmica do linchamento e queima da Igreja Central da cidade que é o berço desse trio, Chapecó-SC, em outubro de 1950. "Dark Feelings" mostra uma densidade cerrada em todos os intrumentos, enquanto a faixa-título "The Lynching" é o maior destaque aqui, mais frenética, pesada e trabalhando em riffs, solos e feeling. "1310" fechando a bolacha com muita excelência, um instrumental bem dosado de peso e melodia.

O SAGRAV, que certamente está em fase de lançamento para um debut, tem um ótimo trabalho musical à oferecer, com essa sonoridade que apaixona bangers do mundo inteiro. Vale a audição!


Sagrav - The Lynching (EP, 2015)
Independente - Nacional

Músicas:
01 – Intro
02 – Dark Feelings
03 – The Lynching
04 – 1310

Integrantes:
Cristiano Zauza: Vocal e Guitarra
Protásio Vargas: Baixo
José Paulo: Bateria


Sites Relacionados:
www.facebook.com/SagravMetal
www.sanguefrioproducoes.com/artistas/Sagrav/28

07 julho, 2016

Resenhas: Darkship: We Are Lost (CD, 2016)

Resenhado por: Ygor Nogueira.

Algumas bandas são mesmo quase que impossível de rotular, não que rotulo seja algo indispensável nem extremamente descartável, mas é que algumas delas contam com uma capacidade de inovação tão forte que fica mesmo muito difícil de definir.

E entre essas bandas que preferem fugir das definições padrões está o Darkship! O sexteto de Rio Grande do Sul, também com seis anos na ativa, chega a conclusão do seu primeiro full-lenght dando muito o que falar.

O complexo "We Are Lost" cria uma identidade exclusiva por si só. Mesmo sendo taxado como Eletro Modern Metal o disco abrange as mais diversas atmosferas da música; doses de Progressive, Heavy, Gothic, Death e um pouco do universo Pop-eletrônico diluídos com o lirismo do Symphonic Metal resultam na primeira parte de uma trilogia conceitual!

O resultado final é um instrumental impecável e refinado. Um trabalho muito bem arquitetado de rítmicas e melodias, com uma ótima distribuição dos vocais que vão dos melódicos ao gutural, dando vida à composições cheias de personalidade que conquistam com facilidade já na primeira audição.

Ótimos arranjos, tanto das guitarras quanto dos teclados, como também bases sólidas cheias de bons riffs e solos pegados. Também temos a pegada de bateria e baixo que ficam com a responsabilidade de dá a dosagem certa de peso ao som que flui com livre espontaneidade. Mas o que chama ainda mais atenção é o trabalho vocal feito pela dupla Joel Milani e Sílvia Cristina Schneider, a dupla aposta alto na variedade de timbres destilando incontáveis emoções em cada canção. Monstruosamente belo!

A belíssima arte gráfica assinada por Carlos Fides, da Artside Studio, que já trabalhou com NOTURNALL, SHAMAN, ALMAH e etc. . é um colírio aos olhos, assim como a produção sonora cristalina e acima da média arremata mais pontos favoráveis à banda.

O disco todo é aprazível, mas vos deixo recomendações como "Black Tears", "Different Days", "We Are Lost", a gigante e destacada "Prison Of Dreams" - exemplo de variação monstra em tudo, desde o instrumental aos vocais; "II Hearts" com um solo de encher os olhos e "Frozen Feelings" com um Symphonic Eletro Metal muito robusto.

Anote ai, o Darkship nasceu repleto de talento e qualidade, e não demorará muito para um futuro promissor. Que venha as partes II e III!

Darkship – We Are Lost (CD, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:
01. The Universe Conspires
02. Black Tears
03. I Can Wait For You
04. Different Days
05. We Are Lost
06. Prison Of Dreams
07. II Hearts
08. You Can Go Back
09. Eternal Pain
10. Frozen Feelings


Integrantes:
Sílvia Cristina Schneider Knob - Vocais
Joel Milani - Vocais
Ismael Borsoi - Guitarras
Rodrigo Schäfer - Baixo
Andrei Kunzler - Teclados
Joel Pagliarini - Bateria


Sites Relacionados:
www.officialdarkship.com
www.metalmedia.com.br/darkship

05 julho, 2016

Resenhas: Demolition: Manipulation for Tragedy (EP, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Quando a paixão pelo metal fala mais alto e isso simplesmente corre por nossas veias 24h por dia, nos 365 dias do ano, não há barreiras que nos faça parar ou abrir mão de nossos feitos. Foi o que aconteceu com esse quarteto oriundo de Governador Valadares (MG).

Já contando com dois videoclipes oficiais e o recente lançamento do seu primeiro EP, o Demolition acaba transitando entre o fim de um ciclo para o começo de outro, mas nunca pensando em tirar o pé do acelerador!

O início desse novo ciclo conta com Thaís Texeira assumindo o front da banda e elevando o Demoliton surpreendentemente em um melhor nível! A ruiva chegou sem receio e trouxe uma dose excelente de ousadia e atitude para o quarteto fazendo com que agora tudo soe ainda mais visceral!

Temos aqui uma linhagem agressiva e impactante de um Thrash puxando um pouco de resquícios do Death Metal, tudo embalado em uma energia incessante e pesada. Um ótima produção fez com que os elementos fossem percebidos separadamente apesar de ser perceptível um trabalho de muita sincronia entre cada músico coletivamente, onde algumas pitadas de modernidade não encobrem a personalidade violenta de suas raízes.

Mesmo com pouco tempo de formação desse novo círculo, as peças encaixam com maestria e o quebra-cabeças se completa com perfeição. Composições carregando fortes temáticas em suas letras sendo despejadas em um rajada de riffs cerrados até o excelente trabalho rítmico de baixo e bateria, a diversidade e a referência que cada músico traz para a banda reflete em uma música agressiva, selvagem e energética!

Sem dúvidas, os vocais da Thaís Texeira deram uma guinada brusca à cima ao Demolition, onde composições como a muito bem trabalhada "Illusion of Fear" com seus solos destruidores e a explosão thrasher de "Manipulation for Tragedy" causam um impacto absurdo e incomum ao ouvinte.

Nas trilhas vermelhas, o Demolition acertou em cheio no que faltava para alavancar-se na prosperidade e as regravações feitas com Thaís Texeira dão aquele gostinho de quero mais, ficando no ar aquela pergunta. .

Quando sai o debut??

Excelente recomeço, fortemente recomendado!

Demolition - Manipulation for Tragedy (EP, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:
1. Illusion of Fear
2. Infected Face
3. Influence
4. Manipulation for Tragedy


Integrantes:
Thaís Teixeira - Vocais
Gabriel Vieira - Guitarras
Junior Silveira - Baixo
Wagner Oliveira - Bateria


 


Sites Relacionados:
www.facebook.com/Demolition.thrashmetal

Resenhas: Dfront SA: Do Céu ao Inferno (CD, 2016)


Resenhado por Ygor Nogueira.

Influenciados pelo Hardcore estrangeiro, mais precisamente o nova-iorquino, o quarteto fluminense Dfront SA é mais um representante de peso do metal nacional carioca, e deixa claro que o Rio de Janeiro não vive só de Garota de Ipanema!

Soando como uma porrada violenta ao pé-do-ouvido, o debut "Do Céu Ao Inferno" é a mostra de uma sonoridade absurdamente pesada e violenta, banhada nas fontes do Thrashcore, causando um grande estrago por onde passa.

O disco produzido por Júlio Victor e Natham Klak é composto por dez faixas, uma mesclagem das faixas retiradas dos primeiros EPs "Sem Misericórdia" e "Revolution" que passaram por um remasterização e o acréscimo de cinco composições inéditas - sendo todas elas cantadas língua pátria - foi lançado esse ano pela Black Legion Productions, com distribuição por todo Brasil e para o exterior.

A banda defende suas ideologias e conceitos morais se expressando agressivamente em composições carregadas de anarquismo e rebeldia mantendo a bandeira de protesto empunhada à frente com muito vigor. Guitarras dispondo de riffs mais cerrados, o baixo se mantendo em destaque com graves mais altos e vivos; um trabalho de bateria mais caprichado, porém sempre espancado pelas baquetas de Magno Augusto que usa muito bem toda sua técnica.. enquanto as linhas vocais cheias de raiva e fúria partem daquele gutural mais leve e de fácil assimilação liderando firmemente a patrulha!

A arte feita por Fellipe Lovatini, remete bem o contexto do disco, onde a moeda mostra suas duas faces e cada escolha tem seus prós e contras.

"Terrorismo", "Verdadeira Face", "Vício", "Questão" e a faixa título "Do Céu Ao Inferno" são os destaques responsáveis pela sonoridade furiosa que gruda na mente, estalando pescoços e deixando uma verdadeira estrada de destruição e torcicolos. Recomendado sem moderação, pede "Repeat"!

Dfront SA - Do Céu Ao Inferno (CD, 2016)
Black Legion Productions - Nacional

Músicas:
01 Intro
02 Terrorismo
03 Verdadeira Face
04 Vício
05 Corrupto
06 Medo
07 Questão
08 Eu Não Aguento Mais
09 Mais Um Dia
10 Do Céu Ao Inferno

Integrantes:
Vagner Haenel – Vocal
Nathan Klak – Guitarra
Silvio Augusto – Baixo
Magno Augusto – Bateria

Sites Relacionados:
www.facebook.com/DFRONTSA
www.blacklegionprod.com

04 julho, 2016

Resenhas: Burnkill: Guerra e Destruição (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Mesclando uma sonoridade carrancuda que une thrash, death e um pouco do old school, o quarteto originalmente formado na cidade de Pouso Alegre (MG) adota a linguagem nativa brasileira para executar um personalidade musical pesada, pegada e cheia de questionamentos.

Usando bem temáticas como a guerra, o terror civil e todas as consequências deixadas pelo mesmo, o Burnkill apresenta oficialmente em 2016 seu primeiro full-length, intitulado de "Guerra e Destruição"!

O disco composto de sete faixas com médias entre três e quatro minutos de duração, carrega uma postura de rebeldia e inconformismo sendo transformados em riffs simples, mas que apostam no peso e solos bem executados para garantir muito bate-cabeça. Apesar de pre-maturos, os músicos e o quinteto como um todo, mostram que não estão apenas para tocar por tocar e nem brincar de fazer banda.

Pois, apesar da produção do disco está em níveis medianos e parecer um pouco abafada para o estilo, é possível absorver bem o que esses garotos tem para oferecer. "Corredor da Morte", "Vivendo Uma Ilusão" e "Cadáver do Brasil" são ótimos aperitivos para quem quiser apreciar esse material.

O trabalho em tons de marrom e vermelho é bem chamativo e elaborado de forma simples e cativante, sendo assinado pelo Motion Designer Robson Acácio.

"Guerra e Destruição" mostra que o Burnkill está trilhando o caminho certo e que, com uma lapidada aqui e ali, o grupo pode alcançar novos patamares e arrematar um futuro de ótimos frutos!

Burnkill - "Guerra e Destruição" (CD, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:
01 – Corredor da Morte
02 – Vivendo Uma Ilusão
03 – Guerra e Destruição
04 – Repressão
05 – Cadáver do Brasil
06 – Tempestade de Horror
07 – Chega de Mentiras
08 – Sinfonia da Guerra

Integrantes:
Antony Damien: Vocal
Pablo Henrique: Guitarras
Lucas Maia: Guitarras
Jorge Luiz: Baixo
Anderson Lima: Bateria

Sites Relacionados:
www.burnkilloficial.wordpress.com
www.roadie-metal.com/press/burnkill

03 julho, 2016

Resenhas: Roadie Metal: Volume 7 (CD, Coletânea)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Falar de Roadie Metal é falar de Gleison Júnior! Como todos sabem de cor, o trabalho que esse queridíssimo senhor vem fazendo em nome do metal brasileiro é algo extraordinário, coisa de amor sem limites. E agora, podemos chamá-lo de o Alemão-Brasileiro!

É, caros hellbangers, são nada mais nada menos que sete coletâneas lançadas até hoje e, diga-se de passagem, uma verdadeira goleada pra encher a rede de muito, mais muito metal de qualidade! E o melhor, é tudo nosso!

O volume sete da coletânea Roadie Metal foi lançado oficialmente nos dias 09 e 16 de Junho, sendo apresentado em dois programas e logo em seguida sendo enviada para os críticos e mídias especializadas por todos os estados do país. Mas, ressalto novamente como fiz em edições passadas que, o que realmente cativa e é muito bom de se vê, é o espaço dado pra essa garotada que vem buscando seu lugar no cenário! Não mendigando favores, mas sim, mostrando todo seu potencial e deixando claro porque merecem está ali.

Dessa vez, contamos com trinta e cinco bandas dos mais variados estados brasileiros; vastas vertentes, cada uma dando o sangue na produção musical de suas composições sempre com um nível excelente de qualidade. Um variedade instigante entre nomes consagrados, outros com um alto nível de respeito e outros novos nomes que não deixam à desejar.

Na primeiro take temos ótimos destaques como Syren e Tropa de Shock dando uma "casadinha" empolgante de Heavy Metal; Underload com aquela baladinha que caberia bem nas rádios; Heryn Dae lembrando um pouco bandas como Blind Guardian; Gravis mandando um metal punk e representando bem Fortaleza-CE e Underhate fechando o pacote com uma chuva e riffs e pedais!

Na segunda parte temos o monstro conceituado Voodoopriest, com Vitor Rodrigues se consagrando um baita de um de vocalista! Baita banda! Monstractor, Forkill e Kryour completam moshpit thrash de insanidade. Handsaw em um death absurdo; Demolition num thrash recheado pelos pedais duplos; o Southern sem igual do Hellmotz; Death Chaos e Heavenly Kingdom.

O design da sétima edição está mais refinado e bonito, com um pack ultrafino e encarte mais elaborado contendo ainda mais informações, Marcelo Nespoli acertou a mão e arrematou uma arte de muito bom grado.

Sempre prezando em apresentar um material de qualidade e contando com uma produção, mixagem e masterização cada vez mais lapidada, a Roadie Metal, continua sendo um dos meios de divulgação essenciais para uma grande parte do nosso cenário e sem dúvidas vem fazendo um trabalho à cada dia à mais excepcional!

Uma iniciativa que merece mérito e respeito!

Disco Um:
01 – Syren: Motordevil (Rio de Janeiro/RJ)
02 – Tropa de Shock: Inside The Madness (São Paulo/SP)
03 – Válvera: Cidade Em Caos (São Paulo/SP)
04 – Dolores Dolores: I Was Wrong (Belo Horizonte/MG)
05 – Underload: Let It Go (Caxias do Sul/RS)
06 – Makinária Rock: Eleição ou Gozação (São Paulo/SP)
07 – Heryn Dae: Heryn Dae (São Francisco do Sul/SC)
08 – Overhead: Overhead (Bauru/SP)
09 – Normandya: Lost Seasons (Angra dos Reis/RJ)
10 – Fenrir’s Scars: Downfall (Campinas/SP)
11 – Blessed In Fire: Blessed In Fire (Salvador/BA)
12 – Apeyron: The Dance of Fire (Belém/PA)
13 – S.I.F.: Puritania (Rio de Janeiro/RJ)
14 – Gravis: Ladrão (Fortaleza/CE)
15 – Vate Cabal: A Extração da Pedra da Loucura (São Vicente/SP)
16 – Underhate: Revolution Day (Brasilia/DF)
17 – Eduardo Lira: Sunrise (Rio de Janeiro/RJ)

Disco Dois:
01 – Voodoopriest: Juggernaut (São Paulo/SP)
02 – Monstractor: The 4th Kind (Rezende/RJ)
03 – Forkill: Let There Be Thrash (Rio de Janeiro/RJ)
04 – Kryour: Chaos of My Dream (São Paulo/SP)
05 – Criminal Brain: Victim (Petrópolis/RJ)
06 – Handsaw: Supreme Being (Curicíca/RJ)
07 – Dying Silence: Sem Concerto (Campinas/SP)
08 – Demolition: Infected Face (Governador Valadares/MG)
09 – Deadliness: Guerreiros do Metal (Itaúna/MG)
10 – Hellmotz: Wielding The Axe (Campo Grande/MS)
11 – Death Chaos: House of Madness (Curitiba/PR)
12 – Melanie Klain: Lavagem Celebral (Mococa/SP)
13 – Psychosane: Road (Ribeirão Preto/SP)
14 – As Do They Fall: Nemesis (Veranópolis/RS)
15 – Dioxina: Sombras (São Paulo/SP)
16 – Heavenly Kingdom: Hungry Misery and Pain (Cubatão/SP)
17 – South Hammer: Harley My Motorcycle (Pelotas/RS)
18 – Crush: Pedrada (Fortaleza/CE)

Sites Relacionados:
www.roadie-metal.com

01 julho, 2016

Resenhas: Dysnomia: Proselyte (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Tem se tornado difícil enumerar a quantidade de bandas que vem superando expectativas e surpreendendo, calando a boca de muita gente que afirma que o metal brasuca morreu nos anos noventa. A verdade é que a massa, a melhor parte da pizza, está no fundo, longe de falsas bajulações por parte dos holofotes bonitinhos das TVs e das rádios!

Mesmo tendo lançado anteriormente uma demo em 2009, e o EP “As Chaos Descends” (2013), apenas agora em 2016 o quarteto paulista apresenta seu primeiro full lenght, o monstruoso "Proselyte". E se você conheceu a banda antes disso, prepare-se para extinguir seus velhos conceitos sobre a mesma e ficar boquiaberto com a nova cara do Dysnomia!

Percebe-se que a banda se lapidou elevadamente e agora abusa da técnica coletiva e individual de cada um para originar uma sonoridade avassaladora. Sob a produção, mixagem e masterização de Gabriel do Vale e da própria banda no Nova Estúdio, o disco mantém sua essência cavalar de brutalidade deixando espaço para que tudo seja assimilado com facilidade, alinhando todos os seus compostos e harmonizando tudo na medida certa.

Muito bem arquitetado, cada pilar desse álbum foi esmerado com maestria. Riffs cerrados e carrancudos que parecem cravar o crânio sendo posteriormente incrementados por solos gordurosos e muito bem executados - agora mais longos e mais presentes. A união das cordas graves com um excelente trabalho de bateria dão uma pegada maciça, enquadrando bem a cozinha rítmica e a brutalidade imperial.

Os vocais de João Jorge são um espetáculo à parte. Mostrando muita competência e fôlego, o vocalista conduz muito bem sua técnica enriquecendo ainda mais as dez composições do disco que, apesar de soar agressivo e denso de cabo à rabo, dispõe de espaço suficiente para o encaixe dosado de melodias e "breakdowns".

O artista Gustavo Sazes, que trabalhou com Morbid Angel, Arch Enemy, Korzus, ficou responsável de trazer a mensagem da banda para o papel e requintou a obra numa belíssima capa e encarte.

Dando uma pedrada na face da sociedade, tanto musical como liricamente com suas letras recheadas de criticas e rebeldia, o bruto e agressivo Dysnomia enraíza-se nos tímpanos dos apreciadores da musica extrema com “Ascension”, “Palingenesis”, “Proselyte”, "Begotten" e "The Storm Arrives" não os deixando pregar o olho nem muito menos parar de estalar o pescoço!

"Proselyte" garantiu seu lugar na lista dos melhores discos do ano!

Dysnomia - Proselyte (CD, 2016)
Independente - Nacional

Músicas:
1. Ascension
2. Palingenesis
3. Proselyte
4. Spiralling into Oblivion
5. Sisyphus
6. Begotten
7. The Storm Arrives
8. Obsolete Humachinery

Integrantes:
João Jorge - Vocais, guitarras
Julio Cambi - Guitarras
Denilson Sarvo - Baixo
Érik Robert - Bateria

Sites Relacionados:
www.facebook.com/dysnomiabr
www.metalmedia.com.br/dysnomia

30 junho, 2016

Resenhas: Blackning - Alienation (CD, 2016)

Resenhado por Ygor Nogueira.

Sempre se espera de uma banda que te cativou em seu primeiro registro, um material do mesmo, ou ainda melhor, que o anterior. Pois bem! Infelizmente, nem todas as bandas conseguem ou optam por manter a receita original da coisa, mas felizmente, o Blackning não se enquadra nisso. Pois o que era bom ficou excepcionalmente melhor!!

O power trio de monstros renomados do cenário metálico brasileiro que se consolidou como um dos maiores representantes do Thrash Metal Brazilian ao estrear com o disco "Order Of Chaos" (2014), o que resultou em uma série de shows por diversos estados e cidades do país, retoma as rédeas e decide nos brindar com seu segundo filho, o intitulado "Alienation"!

Produzido e mixado por Fabiano Penna (Guitarrista do Rebaelliun) - que também gravou os backing vocais, e masterizado por Neto Grous da Absolute Master, "Alienation" completa seu recheio lacrando toda sua estrutura em um altíssimo nível! A banda continua a despejar fervorosamente aquela sonoridade seca com muita agressividade e rispidez, cujo a ótima produção manteve vibrante e cristalina, mas principalmente pesada.

O trio se mostra ainda mais evoluído e coeso. Uma alta carga de energia é nítida aqui, e ela parece não diminuir em nenhum momento do disco, desde as mais acirradas às mais cadenciadas faixas, a banda deixa claro que mesmo chegando ao seu segundo trabalho isso não é nem o começo do que eles tem para nos oferecer!

Em resumo, "Alienation" é o retrato de um Blackning muito mais maturo, influenciado pela velha grande escola alemã, puxando para o crossover, resultando em dez composições bem construídas e polidas a dedo. Não tem pra onde fugir! O cerco do mosh é garantido e segue com sangue nos punhos, distribuindo porrada do início ao fim com muita acidez e virilidade saídos dos riffs cortantes de guitarra, o grave latente e pulsando do baixo e o massacre impetuoso que a bateria destila sem cessar!

Além disso, o trabalho ainda conta com algumas surpresas como André Alves (guitarrista e vocalista do Statues On Fire) em "Corporation" e Lohy Silveira (baixista e vocalista do Rebaelliun) em "Devil's Child", deixando o prato ainda mais temperado.

Marcus Zerma, da Black Blague Design, além de consolidar o "mascote" do trio, fez um trabalho digno da proposta que os mesmos abordam nesse segundo registro e caprichou em um material muito luxuoso, um digipack em tons de cinza, vermelho e branco.

Particularmente o disco inteiro é cativante, mas se querem um pouco daqueles patadas cheias de carinho, voltem seus tímpanos para a pancadaria que transborda em "Street Justice"; a agressividade de "Thru the Eyes"; a mesclagem de velocidade e cadência em "Dark Days"; aquele thrashsão de raça em "Devil's Child", e a violenta metralhadora de riffs "Corporation" fechando a tampa do caixão!

O Blackning é mesmo um prodígio, com talento, capacidade e experiência para conquistar e construir um futuro brilhante. Ainda vão deixar muitos pescoços doloridos. Excelente, excelente!

Blackning - Alienation (CD, 2016)
Vingança Music, Voice Music - Nacional

Músicas:

1. Street Justice
2. Thru the Eyes
3. Mechanical Minds
4. Dark Days
5. Weapons of Intolerance
6. Dyed in Blood
7. Devil's Child
8. The Rotten Institution
9. Two-Faced Liar
10. Corporation

Integrantes:
Cleber Orsioli - Vocais, Guitarras
Francisco Stanich - Baixo, Backing Vocals
Elvis Santos - Bateria, Backing Vocals

Sites Relacionados:
www.facebook.com/blackningmetal